Você já deve ter falado de Alexandre, O Grande, uma espécie de ícone da Geração Y da Antiguidade, pois conquistou o mundo antes dos 30 anos de idade. Mas tenho certeza de que você também conhece Alexandre, O Médio. Alexandre, O Grande, não foi só um jovem rei da Macedônia, foi o senhor do Ocidente e do Oriente e o sujeito mais rico de toda a história da humanidade, com uma fortuna estimada em mais de um trilhão de dólares em valores atualizados.

Mesmo nessa condição, afirmava que não era o poder ou suas posses que o tornavam grande, mas seu conhecimento sobre o que é excelência. Prova disso foi a escolha de um homem chamado Aristóteles como seu mentor. Celebridades sempre influenciaram pais na escolha de nomes para seus filhos. E em 330 a.C. quando Alexandre, O Grande, atingiu seu auge, não era diferente. Nesse ano, nasceu Alexandre, filho de um casal de comerciantes médios de Persépolis, uma cidade que se localizava no atual Irã. Alexandre era o filho do meio e veio ao mundo nem muito gordo nem muito magro, nem alto nem baixo.

Na infância, não se destacava nas brincadeiras cm os amigos e tampouco se esforçava para ser o melhor aluno da classe, mas também não era o pior. Quando jovem, entrou para o exército e contentou-se em ficar na infantaria, pois era o grupo mais numeroso. Assim, suas chances de ser chamado para liderar as tropas não seriam grandes. Nos combates, ele preferia ficar nas fileiras do meio, pois dessa forma só entraria em campo quando a batalha já tivesse uma indicação de resultado. Seus colegas passaram a chama-lo de Alexandre, O Médio. Nunca se soube qual foi o destino de Alexandre, O Médio, pois ele desapareceu em meio a tantas guerras depois que o Império Alexandrino foi desmantelado.

Dizem que ele nunca chegou a morrer porque não queria subir ais céus e tampouco descer para o inferno, preferindo ficar vagando na Terra, influenciando pessoas e empresas. Se você não acredita em fantasmas, volte ao passado e reflita sobre quantos colegas da sua classe eram médio – não eram melhores e nem piores. Nas empresas que você trabalhou, quantos eram médios? Pense em quantas empresas lhe venderam produtos e serviços que eram médios – nem tão bons e nem tão ruins. Agora responda a essas mesmas perguntas trocando "quantos" por "quem". É bem provável que você tenha dificuldades para se lembrar do nome daquele colega de classe ou de trabalho mediano ou do nome daquele restaurante ou hotel que você foi e em que a experiência foi bem média. No fim do dia, o médio se torna invisível porque não se destaca.

Na verdade, Alexandre, O Médio, nunca existiu. Mesmo assim, ele está em nós quando fazemos coisas médias, trabalhamos em organizações médias e compramos de empresas médias. Nessas situações revivemos a história de Alexandre, O Médio. Pense nisso.

Grande abraço, atitude e sucesso!!

Nota: essa história foi baseada no livro Empreendedorismo, de Marcelo Nakagawa e editado pela Editora Senac.

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